Homens Brancos Não Sabem Blogar

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“Pelo amor ao Jogo”, parte 16
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“Algumas semanas depois do meu terceiro título, meu pai morreu. A morte do meu pai encerrou um dos períodos mais difíceis e bem sucedidos da minha vida. Ele era meu melhor amigo e sabia tudo sobre mim. Ele sabia de coisas que iriam acontecer comigo muito antes delas acontecerem. Ele me ensinou muito sobre a vida, e uma das coisas que ele me ensinou é que tudo acontece por um motivo. É por isso que eu consegui permanecer positivo sobre a vida, sobre a minha vida, depois da morte do meu pai. Eu vejo esta experiência como a maneira de Deus me dizer que era hora de eu tomar as decisões da minha vida. Eu não tinha mais o suporte e a ajuda do meu pai. A morte do meu pai e todo o resto que aconteceu – os ataques que eu e minha família sofremos – apenas ajudaram a confirmar o que eu já sabia: eu precisava parar.

Eu já sabia que eu queria parar desde as Olimpíadas de 1992. Eu já havia falado com meu pai e ele sabia que eu estava mentalmente exausto. Eu precisava parar e pensei em fazê-lo depois do nosso segundo campeonato. O motivo que me fez voltar foi a possibilidade de ganhar um terceiro título seguido, coisa que nem o Larry, nem o Magic tinham feito. Agora, eu havia ganhado e não tinha mais um motivo para jogar. Eu encontrei com Phil em seu escritório e pedi para que ele me desse um motivo para continuar jogando. Ele me olhou por um instante e me disse que eu tinha um dom divino e que eu tinha que usar esse dom para o benefício de outros. Eu entendi, mas eu sabia que o tempo se encarregaria de tirar esse dom de mim mais cedo ou mais tarde. Que diferença faria um ou dois anos a mais? Phil ainda tentou dizer mais alguma coisa, mas naquele momento eu sabia o que eu iria fazer.” (Michael Jordan)

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“Pelo amor ao Jogo”, parte 13
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“Quando minha mãe estava grávida de mim, a mãe dela – minha avó – morreu de forma inesperada. Os médicos fizeram com que minha mãe ficasse na cama porque eles ficaram preocupados que ela sofresse um aborto. De acordo com meu pai, ela quase abortou e alguns médicos ficaram na dúvida se eu iria sobreviver ou não. Eu nasci com o nariz sangrando e meus pais acharam que poderia haver algo errado comigo. Mais tarde, quando eu era um bebê, eu cai atrás da cama dos meus pais e quase morri sufocado. Depois, quando eu tinha dois anos, eu peguei dois fios do lado de um carro que meu pai estava consertando. Tinha chovido, estava tudo meio molhado, meu pai diz que o choque me lançou a quase um metro de distância. Muitas coisas aconteceram enquanto eu envelhecia que poderiam ter mudado tudo. Quero dizer, minha namorada foi levada por uma enchente e morreu afogada quando estávamos na faculdade. Uma outra vez, eu estava nadando com um amigo e uma correnteza nos levou para o fundo do mar. Eu consegui me livrar e nadar de volta para a praia. Meu amigo nunca voltou. Como você pode dizer que não existe um plano para todos nós?” (Michael Jordan)


“Pelo amor ao Jogo”, parte 7
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Gustavo Battaglia

“Eu encontrei minha esposa, tive três lindos filhos, ganhei três títulos da NBA, perdi meu pai, e abandonei o jogo que eu amo. Num período de quatro anos, de setembro de 1989 até setembro de 1993, minha vida mudou de uma maneira que eu não poderia ter imaginado. Entre os anos de 1989 e 1993, eu me tornei um homem.” (Michael Jordan)

‪#‎PeloAmorAoJogo‬

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“Pelo amor ao Jogo”, parte 6
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“Patrick Ewing e eu sempre brincamos sobre isso, mas ele nunca conseguiu superar aquela derrota na final da NCAA de 1982. Ele tentou, mas ele nunca conseguiu jogar muito bem contra mim. Ele nunca venceu uma série de playoffs contra mim, também. Ele deve ter ganhado alguns jogos durante a temporada regular, mas quando o jogo era importante o Patrick nunca passou por mim. É da mesma forma com Charles Barkley, Karl Malone, e John Stockton também. Eles eram todos meus rivais enquanto eu jogava, da mesma forma que Magic Johnson e Larry Bird eram os caras que eu estava tentando vencer no começo da minha carreira. Eu tenho pena deles? Não. Eu nunca poderia ter dó deles porque isso seria mostrar que eu perdi um pouco da vantagem que tinha sobre eles. Patrick e eu sempre falamos sobre como nossas carreiras se encontraram no passar dos anos. Mas não há nada a não ser amor entre nós dois. Ele é um ótimo amigo. Ele me ligou e perguntou sobre os meus planos. E eu disse a ele que eu iria me aposentar. Então ele disse: ‘Você não pode se aposentar. Você tem que voltar. Eu tenho que ganhar de você.’ Talvez numa partida de golf.” (Michael Jordan)


“Pelo amor ao Jogo”, parte 5
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“Até quando eu já estava no final da minha carreira, eu estava sempre me comparando a outros jogadores. Eu queria saber onde eu estava, como me comparavam, no que eu precisava melhorar. Eu sempre queria ter certeza que eu estava fazendo tudo para me manter no topo. Nunca teve nada a ver com dinheiro ou negócios. O jogo era o que me interessava. Nos primeiros anos, eu me comparava com Magic e Larry. O que eu poderia fazer para elevar o meu jogo acima do deles? Eles eram ótimos jogadores em qualquer posição, mas eles nunca foram conhecidos por serem bons defensores. Eu percebi que a defesa poderia ser a maneira para eu me diferenciar deles. Eu decidi que eu queria ser reconhecido como um jogador que podia influenciar o jogo nos dois lados da quadra. A única coisa que as pessoas viam em mim e que elas não viam no Magic ou no Larry era a aptidão atlética. Eles tinham enorme talento, mas, em termos de capacidade atlética bruta, eu acho que eu tinha um pouco mais. Até certo ponto, eu acho que era difícil para algumas pessoas acreditarem que uma pessoa que pulava e enterrava podia também ser um jogador completo. Mas era isso que eu havia feito na Carolina do Norte e era era isso que eu iria tentar fazer na NBA. Depois da temporada de 1987-88 os críticos tiveram que admitir: ‘Esse garoto pode ser uma influência nas duas extremidades da quadra. Ele não é só um pontuador.’ Agora, quando eles falavam sobre Magic e Larry, eles também tinham que falar sobre defesa. Até certo ponto, eu senti como se eu tivesse me diferenciado deles, pelo menos individualmente, naquela temporada. Mas eu sabia que eu nunca seria completamente reconhecido como um deles até que eu tivesse ganhado campeonatos.” (Michael Jordan)

#PeloAmorAoJogo

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“Pelo amor ao Jogo”, parte 4
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“Eu tinha acabado de terminar meu terceiro ano na Carolina do Norte e o técnico Dean Smith ligou para alguns times da NBA para ver em qual posição eu seria draftado se eu me elegesse. Naquela época, no final de março e começo de abril, o 76ers disse a ele que eles iriam me draftar na segunda ou terceira posição, dependendo de qual eles tivessem. Mas conforme as semanas foram passando, o Chicago começou a perder e subir no draft. Ainda assim, a coisa toda se resumiu a uma disputa de cara ou coroa pra ver quem ficaria com a primeira escolha. A NBA não tinha a loteria do draft naquela época, então uma disputa de cara ou coroa entre os dois piores times de cada conferência decidia quem iria ficar com a primeira escolha. O resto da liga seguia atrás dos dois primeiros times, com a terceira escolha indo para o time com a terceira pior campanha e assim por diante. Se o Portland tivesse ganhado o cara ou coroa, eles iriam contratar Hakeem Olajuwon. Eu teria ido pra Houston e Sam Bowie teria acabado em Chicago, que tinha perdido o suficiente para passar o Philadelphia. Quando o Houston ganhou o cara ou coroa, o Rockets escolheu Hakeem e o Portland escolheu o Bowie. A coisa engraçada é que o Bulls tinham perdido um cara ou coroa em 1979 para o Los Angeles Lakers. O Lakers escolheu Magic Johnson e o Bulls escolheu David Greenwood, que ainda estava no time quando eu cheguei.” (Michael Jordan)


“Pelo amor ao Jogo”, parte 3
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“Eu sabia da magnitude do jogo, mas eu não compreendia completamente o que ele significava. Era 1982 e eu era um calouro na universidade de North Carolina. Nós iríamos jogar contra Georgetown, o time de Patrick Ewing, pelo campeonato nacional, no Superdome de Louisiana. Eu lembro que nós estávamos indo para o jogo. Eu estava prestes a dormir no ônibus e comecei a sonhar acordado. Eu estava chutando a bola que ganharia o jogo. Eu lembro de estar me sentindo tão calmo, tão relaxado. Eu não estava completamente acordado, nem completamente adormecido. Eu estava confortável em algum lugar intermediário. Eu me vi sendo o herói de um jogo. Eu me vi acertando a bola que ganharia o jogo. Eu podia ver meus companheiros de equipe, James Worthy, Sam Perkins, o técnico Dean Smith. O sonho não era muito específico então eu não sabia se seria o jogo contra Georgetown dali a algumas horas, ou contra qualquer outro time num outro ano. Mas depois de termos vencido Georgetown e ganhado o título, eu disse a meu pai que tinha tido aquele sonho. Ele pausou um instante e então disse: ‘sua vida nunca será a mesma depois desse chute. Sua vida irá mudar, filho.’ E eu pensei: ‘bem, é só o meu pai falando. É claro que ele vai pensar isso sobre seu filho. Além disso, ninguém saberia dizer se minha vida iria mudar ou não com certeza.’ Eu nunca dei muito valor ao que meu pai me disse aquele dia – até agora.” (Michael Jordan)


“No Centro do Jogo” – parte X
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Finalmente chegamos ao nosso último post da série dos melhores pivôs da história do basquete. Deixamos por último, claro, o melhor.

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O menino nasceu para ser grande. O menino, aliás, nasceu grande: 5.73kg e 57cm. Ele cresceu no Harlem, centro da cultura negra norte-americana, e lugar da Smalls Paradise, balada de Wilt Chamberlain. Filho de um pai policial e músico, Alcindor tinha 2.03m com 15 anos e logo se destacou no basquete.

Durante o Ensino médio, ganhou 95 jogos e perdeu 6. Nesse período, chegou a ter uma sequência de vitórias de 71 jogos seguidos e venceu o campeonato municipal em todos os anos em que jogou. Ganhou também o título nacional em 1964. Este talvez seja o melhor time de Ensino Médio da história.

Com 18 anos, já havia ultrapassado os 2.15m e, de 1966 a 1969, jogando pela UCLA, levou o time a 88 vitórias e duas derrotas. Foi, claro, campeão nesses três anos. Era quase uma covardia. A Universidade pela qual ele jogava era muito boa antes mesmo dele entrar pro time. O primeiro jogo da sua carreira, aliás, foi um teste pra ver quão bom ele era. A Universidade resolveu organizar uma partida entre o time oficial (que havia acabado de ganhar duas vezes seguidas o campeonato nacional) e o time de calouros. Os calouros ganharam o jogo por 15 pontos de diferença muito por conta do rapaz que anotou 31 pontos, 21 rebotes e 8 tocos.

Ele era tão dominante, que a NCAA se viu obrigada a proibir a enterrada no campeonato. Simplesmente baniram a enterrada por conta dele. Sem poder enterrar, ele teve que achar uma outra forma de fazer cesta. A organização do campeonato não sabia, mas aquela proibição foi a grande responsável pelo nascimento de uma das armas mais temidas do basquete: o gancho. As enterradas voltaram a ser admitidas na NCAA somente em 1976.

Em 1968, ele participou do ‘Jogo do Século’. Não estou falando de uma gravação vintage do Space Jam, estou falando do primeiro jogo de temporada regular da NCAA a ser transmitido em rede nacional. Esta foi a popularização do esporte universitário, a sementinha que gerou o March Madness. O jogo foi entre UCLA Bruins e Houston Cougars e, acredite se quiser, o cara perdeu. Foi uma decepção, claro, mas ele tava jogando com um problema na córnea devido a uma disputa de rebote no jogo anterior. A revanche veio no final da mesma temporada: campeões do universitário contra o próprio Houston. Desta vez, vitória fácil: 101×69 e nosso pivô saudável. Em seu último ano como universitário, pela primeira vez na história, houve a eleição do “Naismith College Player of The Year” e ele ganhou.

Ele foi draftado pelo Milwaukee Bucks em 1969. A essa altura, Bill Russell já tinha se aposentado e Chamberlain ainda estava bem, mas mais velho. Enfim, a hora foi boa. Logo no seu primeiro ano, ele foi o segundo maior cestinha da NBA (atrás de Jerry West) e eleito Rookie do ano. No ano seguinte, os Bucks contratram um reforço de peso: Oscar Robertson. Foi o suficiente para o time de Milwaukee se sagrar campeão daquele ano. Nosso pivô foi o maior pontuador da liga e ganhou o primeiro de seus vários MVPs de temporada regular.

Apesar de nunca ter falado mal dos fans de Milwaukee (diferentemente do que Bill Russell fez com os torcedores do Celtics), ele acabou pedindo pra ser trocado por motivos pessoais e foi pra Los Angeles. Três anos mais tarde, Earvin “Magic” Johnson foi draftado e, com isso, iniciou-se a maior dinastia do basquetebol moderno: a do ‘show time’!

Em dez anos, foram 8 finais de conferência e cinco títulos. Em 1989, após vinte temporadas, um dos maiores jogadores que o basquetebol já viu se aposentou.

Na época de sua aposentadoria, ele era líder da NBA em pontos, jogos, minutos jogados, cestas feitas, cestas tentadas, tocos e rebotes defensivos. Até hoje, ele é o maior pontuador da história do basquete com 38,387 pontos. Campeão da NBA seis vezes, maior MVP de temporada da história com seis MVPs, maior aparição em All Star Games da história com dezenove participações, terceiro maior reboteiro da história, atrás dos gigantes Russell e Chamberlain e terceiro com mais tocos da história atrás de Olajuwon e Mutombo (com um pequeno detalhe de que, quando a estatística começou a ser contabilizada, ele já estava na sua quinta temporada e, portanto, é o líder moral desta categoria).

Eleito pela ESPN como o maior jogador da história do basquete universitário e por Pat Riley como o maior jogador de todos os tempos. Tornou-se também ator, historiador, escritor, e embaixador cultural global dos Estados Unidos. Neste instante, senhoras e senhores, é necessário que vocês se levantem de suas cadeiras para ovacionar este sujeito: este é Kareem Abdul-Jabbar, outrora conhecido como Ferdinand Lewis Alcindor Jr., o maior pivô de todos os tempos.

#NoCentroDoJogo

kareem abdul jabar


“No Centro do Jogo” – parte IX
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Shaquille O’Neal era um monstro. De costas pra cesta, o resultado era sempre o mesmo: ‘BARBECUE CHICKEN’. Eu explico o porquê da frase: O’Neal dizia que, contra todos os pivôs que ele jogou, ele sabia que conseguiria vencer (salvo, talvez, contra o Tim Duncan, que o próprio Shaq admitiu ‘nunca ter conseguido entrar na cabeça’). Ele sabia que, via de regra, na frente dele estava um franguinho, um franguinho no espeto, um ‘barbecue chicken’. Em outras palavras, Shaq sabia que, todo mundo que aparecesse pela frente, ele jantaria com farofa.

De fato, no ano do seu draft, 1992, O’Neal já era dominante. Logo nos seus primeiros sete dias de NBA, ele foi nomeado melhor jogador da liga na semana, tornando-se o primeiro atleta rookie da história a alcançar tal feito. Ele fechou sua primeira(!) temporada com médias de 23pts/14reb/3.5blk. Por motivos óbvios, ele foi Rookie do ano e tornou-se o primeiro rookie a ser votado como titular do All-Star Game desde Michael Jordan em 1985. Também naquele ano, ficou claro que sua carreira seria marcada por momentos polêmicos. Ao final da temporada, depois de não ter conseguido ir para os playoffs, Shaq teria dito que “nós precisamos demitir o nosso técnico.” É bom lembrar que isso foi a fala de um calouro. O Orlando Magic, no entanto, aceitou o pedido, demitiu o treinador, e o assistente, Brian Hill, assumiu o cargo.

A segunda temporada de O’Neal começou com a chegada de Anfernee ‘Penny’ Hardaway. Os dois tiveram uma parceria de sucesso, chegando aos playoffs em todos os anos em que atuaram juntos. Eles chegaram até às finais, em 1995, mas foram varridos pelo Houston Rockets de Hakeem Olajuwon. Em 1996, Shaq tornou-se free agent e, mais uma vez, teria dito que o técnico do Orlando precisava ser trocado porque, segundo ele, ‘ninguém o respeitava’. Desta vez, contudo, a franquia preferiu manter o técnico. O’Neal fez as malas e foi para o Los Angeles Lakers.

Em Los Angeles, Shaq continuou sendo dominante, mas foi só três anos depois, na virada do milênio, com o amadurecimento de Kobe e, principalmente, a contratação de Phil Jackson, que a sorte do time (e de Shaq) mudou. A verdade é que Shaq precisava de uma figura que o inspirasse a se dedicar. É por isso que ele reclamava tanto de seus técnicos. Quando Phil Jackson — seis títulos no currículo e ex-técnico daqueles lendários times do Bulls — apareceu por ali, O’Neal finalmente arranjou um bom motivo para se dedicar ao máximo. Nessa época, ele treinou como nunca antes na carreira. O resultado veio rápido: o Lakers ganhou três títulos seguidos e O’Neal foi eleito MVP das finais naqueles três anos.

Depois da famosa treta entre Shaq, Kobe e toda a organização do Lakers, O’Neal foi-se embora pra Miami, curtir a vida adoidado ao lado da estrela em ascensão, Dwyane Wade, a quem ele deu o apelido de “Flash”. Em 2006, o Miami trouxe o ex-técnico do Showtime do Lakers (e, portanto, outra figura que inspiraria respeito do Shaq), Pat Riley, e chegou as finais. Depois de uma série bastante polêmica contra o Dallas, com muitos fãs até hoje dizendo que a arbitragem garantiu a vitória do Heat ao marcar todas as faltas do mundo em cima do Wade (ele chutou 97 lances-livres nos seis jogos da série, um recorde), Shaq venceu seu quarto e último título.

Na temporada de 2007-08 ele saiu do Miami e teve breves passagens pelo Phoenix, pelo Cleveland e enfim terminou sua carreira em Boston, depois de ter jogado apenas 37 partidas na temporada de 2010-11.

Shaq fez time demitir técnico e contratar jogador; Shaq distribuía braçadas durante o jogo; Shaq dava entrevistas xingando todo mundo em rede nacional; Shaq, em resumo, é um dos jogadores que mais gerou entretenimento da história!

Foram cinco discos como rapper, doze longas como ator e dois reality-shows. Como atleta, além dos quatro títulos da NBA, e dos 3 MVP das Finais, ele é um dos três jogadores da história (ao lado de Jordan e Willis Reed) a ganhar MVP da temporada, MVP do All-Star Game e MVP das Finais no mesmo ano e um dos dois únicos jogadores da história (ao lado de Lebron James) a ganhar o MVP com apenas um voto de distância da unanimidade (120 de 121 votos foram para o Shaq e o que faltou foi pro Allen Iverson). Ele é também o último cara da história a quebrar uma tabela da NBA e, por isso, nós sempre o admiraremos. As duas mãos agarram o aro, a força da enterrada leva suas duas pernas pra cima, a imagem é clássica, emblemática: um monstro de 2.16m e 150kg, imparável, dominante. Este é Shaquille ‘The Diesel’ O’Neal.

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“No Centro do Jogo” – parte VIII
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Nascido na Nigéria, Akeem era goleiro de futebol. Foi apenas com quinze anos que ele foi convidado para jogar um campeonatozinho de basquete da cidade e teve o primeiro contato com o esporte. A história conta que, nessa época, um técnico na Nigéria pediu para que ele tentasse enterrar a bola. Acontece que Olajuwon não sabia nem como, nem o que era uma enterrada. O treinador então pegou uma cadeira para fazer uma demonstração: subiu na cadeira, enterrou a bola, e na sequência pediu para que Olajuwon tentasse. Ele obedeceu: pegou a bola de basquete, foi pra perto da cesta, subiu na cadeira e de lá a enterrou.

Em 1980, Akeem imigrou para os Estados Unidos, onde passou a jogar pela Universidade de Houston. A princípio, Olajuwon não conseguiu muito tempo de quadra. Após perguntar aos técnicos o que ele devia fazer para conseguir jogar mais, a resposta foi simples: “Você tem que melhorar seu jogo.” Foi então que a administração do time arranjou um jeito do atleta começar a treinar durante o verão com a então estrela do Houston Rockets, Moses Malone.

Na época, Malone era o melhor pivô da liga e ele transformou a carreira de Akeem. Jogando ao lado de atletas como Clyde Drexler, Olajuwon alcançou duas finais da NCAA seguidas e mesmo perdendo as duas, recebeu o troféu de melhor jogador do torneio em 1983. Desde que ele ganhou o prêmio, aliás, nenhum outro atleta de um time que perdeu recebeu essa homenagem.
É incrível imaginar que, cinco anos antes, o mesmo cara tinha pegado uma bola de basquete pela primeira vez.

Em 1984, Akeem Olajuwon foi draftado na primeira posição do Draft pelo Houston Rockets. Ele foi draftado na frente de jogadores como Charles Barkley, John Stockton e de um outro cara menos conhecido chamado Michael Jordan. No Rockets, Olajuwon formou, ao lado de Ralph Sampson (2.24m), as torres gêmeas originais. Logo no seu primeiro ano, ele teve médias de 20pts/12reb/2.7blk.

Na sua segunda temporada, para surpresa geral, ele chegou às finais da NBA depois de vencer com facilidade o Lakers de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar por 4 a 1. Nas finais, perdeu em seis jogos para um dos melhores times de todos os tempos, o Boston Celtics de 1986. Já naquele ano, contudo, Olajuwon foi líder de pontos e rebotes dos playoffs.

Dois anos depois, as torre gêmeas se separaram com a saída de Sampson para o Golden State Warriors. Com a responsabilidade do time sobre suas costas, Olajuwon teve uma temporada memorável, fechando o ano com médias de 25pts/13.5reb/3.4blk e, nos playoffs, com incríveis 37.5ppg e 16.8rpg.

Embora os números do agora ‘H’akeem só melhorassem (na temporada seguinte, ele teve médias de 24pts, 14reb e 4.6blk!), o Houston não foi bem até a temporada de 1993-94. Aqui, Olajuwon atingiu um nível inédito na história: ele se tornou o único jogador a ganhar MVP, MVP das Finais e Melhor Jogador de Defesa no mesmo ano. Foi a partir deste momento que, de um jogador respeitável, Hakeem tornou-se “The Dream”. Nessa época, Olajuwon fez atletas como Patrick Ewing e Dikembe Mutombo passarem vergonha. O encontro mais emblemático, no entanto, foi contra David Robinson em 1995.

Veja, Olajuwon tinha acabado de vencer tudo em 1994. Em 1995, ele continuava muito bem, mas quem ganhou o MVP foi David Robinson. Apesar da temporada de Robinson (28pts/11reb/3ast/3blk/3stl) ter sido tão boa quanto a do Olajuwon (28pts/11reb/3.5ast/3.5blk/2stl), muita gente diz que o nigeriano ficou puto de não ter ganhado aquele troféu. Agora, era uma questão de orgulho provar que ele, Hakeem, era o melhor jogador, e não havia situação mais propícia para fazê-lo do que nas finais de conferência de 1995, quando Houston e San Antonio se enfrentaram num clássico texano.

Foi aqui, amigos, que o almirante, o MVP da temporada foi simplesmente dominado, humilhado, escorraçado. As fintas do nigeriano, a batida de bola, o giro, era como se tudo fosse mesmo um sonho: um rapaz de 2.13m com toda a classe de um armador, humilhando o MVP da temporada. Hakeem terminou aquela série com médias de 35pts/12reb/4blk/5ast por jogo, uma das maiores performances de playoffs de um pivô na história, se não a maior, e venceu a série por 4 a 2.

Só pra deixar claro quem é que mandava ali, nas finais do mesmo ano, o Houston encontrou com o Orlando Magic e Olajuwon pontuou mais que o jovem Shaquille O’Neal em todas as partidas do confronto, que, infelizmente, foram só quatro porque o Rockets varreu o Magic.

Hakeem é um dos quatro jogadores da história a marcar um quadruplo-duplo num jogo com 18 pontos, 16 rebotes, 10 assistências e 10 tocos. Ele foi duas vezes campeão da NBA. Nas duas, MVP das finais. Ele é um dos jogadores mais clutch da história da liga: todas as suas médias, em absolutamente todos os comparativos, são melhores nos playoffs do que na temporada regular. Doze vezes escolhido para os melhores time da NBA e nove vezes para os melhores times defensivos, ele encerrou sua carreira estando entre os dez melhores da história da NBA em tocos, pontos, rebotes e roubadas de bola. Este é o eterno camisa 34 do Houston Rockets: Hakeem Abdul “The Dream” Olajuwon.

‪#‎NoCentroDoJogo‬

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