Homens Brancos Não Sabem Blogar

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Gustavo Battaglia

Ontem, o Clippers perdeu a terceira partida seguida. Até aqui, o desempenho da equipe na temporada é pior do que o de times como New York Knicks, Boston Celtics, e Charlotte Hornets. Nesse momento, eles têm exatamente o mesmo recorde que o Orlando Magic.

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Kobe, o maior jogador de uma era
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Gustavo Battaglia

Eu sinto – e eu conversei isso com o LeBron quando ele se tornou o melhor jogador da NBA – que o Kobe é o maior jogador da nossa era. Eu me lembro do verão de 2008. A seleção tinha acabado de ser convocada para os treinos das Olimpíadas de Pequim. Nós estávamos em Las Vegas, e nós todos fomos tomar café antes do treino e o Kobe apareceu com gelo nos joelhos. Ele estava todo suado com roupa de treino e eu pensei ‘são oito da manhã, de onde esse cara tá vindo?’ Todo mundo tinha acabado de acordar e o Kobe estava treinando há umas três horas. E isso aconteceu dez dias depois dele ter perdido para o Boston nas finais! Aquilo marcou todos nós. Não existem mais pessoas como o Kobe Bryant. Existem bons novos jogadores, mas nunca mais haverá um outro Kobe.” (Dwyane Wade)

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O dia em que o menor MVP da história foi um GIGANTE!
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Gustavo Battaglia

A varrida nas finais de 2001 era quase uma obrigação. O Los Angeles Lakers havia varrido, na primeira rodada, o Portland Trail Blazers de Rasheed Wallace e Scottie Pippen. Na segunda rodada, varreu o Sacramento Kings de Chris Webber e Vlade Divac. Por fim, na final de conferência, varreu o San Antonio Spurs de David Robinson e Tim Duncan. E é engraçado lembrar que, antes desta última série começar, o Almirante afirmou em uma coletiva que: “não esperem uma varrida de nenhum dos lados, será um duelo equilibrado.”

Do outro lado, liderado pelo menor MVP da história, o Philadelphia 76ers vinha tendo trabalho. Com um garrafão comandado pelo gigante defensivo, Dikembe Mutombo, o Sixers chegou à final depois de vencer o Milwaukee Bucks de Sam Cassell, Ray Allen e Glenn “Big Dog” Robinson por 4 a 3.

Com esse cenário, na época, ninguém em seu estado normal poderia apostar em algo que não uma varrida do Time de LA. Acontece que esqueceram de combinar isso com uma pessoa importante: Allen Iverson. Em pleno jogo 1 das finais da NBA, na casa do adversário, The Answer comandou seu time a uma incrível vitória. Depois de uma prorrogação e 48 pontos do armador, o 76ers venceu aquela partida por 107 a 101. O recém-inaugurado Staples Center emudeceu.

É bem verdade que, depois disso, as coisas voltaram ao normal. No jogo 2, Shaquille O’Neal pegou o Lakers pela mão e ganhou a partida com incríveis 28 pontos, 20 rebotes, 9 assistências e igualou o recorde de bloqueios em um jogo de finais: 8 tocos.

O Lakers fecharia a série em 4 a 1, estabelecendo o melhor aproveitamento da história dos playoffs com apenas uma derrota em 17 jogos. Um aproveitamento de 93,3%. Pra história, entrou também a performance de Allen Iverson no jogo um daquela série: ali, a vontade pura e simples havia superado a diferença abissal entre as duas equipes. Com aquela vitória, Iverson, já icônico, agregava ainda mais ao seu legado, e ainda nos dava de presente esta foto – mais emblemática impossível – dele passando por cima de Tyronn Lue.

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Gustavo Battaglia

Tem festa a fantasia no fim de semana e não sabe com se vestir?!

Michael Jordan te mostra alguma boas opções..

1 – Hippie afro

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2 – Axl Rose, depois do bronzeamento artificial..

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3 – ou vovózinha do Looney Tunes

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Agora falando sério: Qual dessas você usaria?

 


Gary Payton e o trash talk
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Gustavo Battaglia

Gary Payton completa 47 anos hoje.

The Glove, como ficou conhecido durante sua carreira, brilhou durante 13 temporadas no Seattle Supersonics. Teve também passagem por Milwalkee Bucks, Los Angeles Lakers, Boston Celtics e Miami Heat, onde foi campeão em 2006.

O cara foi tão foda durante sua carreira que Shaquille O’Neal, em sua auto biografia, fez questão de demonstrou toda sua admiração pelo ex-armador.

“You got to love GP. He’s mean, he talked a lot of trash and he wasn’t afraid of anybody. He was fabulous player who was stuck going up against the great Michael Jordan, otherwise he would have had more rings.”

 

Mas o pessoal desse blog gosta de Payton (a.k.a. Gee Pee) por outras razões, que, por incrível que pareça, não estão no vídeo abaixo:

Idolatramos GP porque ele é um dos maiores trash talkers da história da liga, e a gente gosta muito disso!

Dizem que nem os companheiros de Payton escapavam da sua língua afiada. Michael Cage, companheiro de Supersonics, disse certa vez a um jornalista da Sports Illustrated, que quando você jogava com Gary “você só queria encontrar uma biblioteca ou algo assim. Algum lugar totalmente silencioso“.

Outro que não escapou de Gee Pee foi a sua majestade, Michael Jordan.

Em sua primeira pre temporada na NBA, como rookie, Payton teve a ousadia de desafiar MJ, enquanto ele descansava no banco.

“It was an experience. And I had to go against Michael Jordan and had a good game. When it came to the season Michael Jordan remembered and at the first tip ball he said, ‘hey, I got the young fella’. He said don’t forget I remembered about preseason and what you did and he had 35 on me.”

 

O pessoal do Viralhoops listou 17 histórias bem bacana dos conversas amistosas de Payton, vale a pena dar uma olhada.

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Gary Payton praticando seu trash talk com Michael Jordan, durante as finais de 1996

 

Payton não foi o primeiro a falar grosseria para adversários e companheiros na liga, mas ele era um dos mais criativos e arrogantes e, por isso, ajudou o trash talk a ser largamente aceito e esperado, num jogo de basquete profissional.

Bons tempos aqueles..

 

 

 


O “assassinato” de Patrick Ewing
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André Cavalieri

1994. Chicago Bulls vs New York Knicks. Semi-final de conferência. Jogo seis. Scottie Pippen assassina Patrick Ewing.

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Com a saída de Michael Jordan da NBA, Scottie Pippen assumiu a responsabilidade de liderar o Chicago Bulls. As coisas iam bem. Depois de uma temporada de 55 vitórias e uma varrida sobre o Cleveland no primeiro round dos playoffs, era hora de enfrentar um velho conhecido: o New York Knicks. Com Jordan em quadra, o Bulls nunca havia perdido uma série de playoffs para o time de Patrick Ewing. Sem o Jordan, tudo parecia que continuaria igual. No jogo cinco, os dois times estavam cada qual com duas vitórias. Com três segundos para o término do jogo, Chicago liderava por um ponto e Hubert Davis, do Knicks, acabava de errar o último arremesso do time na partida. A vitória seria do Bulls e eles voltariam para Chicago com a oportunidade de fechar a série. Isto, contudo, nunca aconteceu.

Hubert Davis errou o arremesso, é verdade, mas foi aí que ouviu-se o apito. Atrasado. Inconveniente. Injusto. A bola bate no fundo do aro, sobe e, ao subir, soa o apito. O árbitro Hue Hollins aponta para Scottie Pippen: falta. Ninguém acredita. Até mesmo Phil Jackson perde a compostura. Os dois lances-livres caem. Knicks vence o jogo. Logo Scottie Pippen? O cara havia terminado em terceiro na disputa pelo MVP daquela temporada (atrás do vencedor, Olajuwon, e do vice, David Robinson). Ele estava levando o time até ali. Ele era um defensor impecável, todos sabiam disso. Justamente este cara iria fazer uma falta naquele momento do jogo? Não podia ser.

Foi com um gosto amargo na boca que o time de Chicago entrou pro jogo seis. Agora, era vencer ou ir pra casa. Todos sabiam disso. Scottie Pippen, especialmente, sabia disso.

Os Bulls não ficaram atrás em nenhum momento daquele jogo. No segundo tempo, a maior diferença da partida, 17 pontos, viria por meio da posterização mais emblemática da história dos playoffs.

Scottie Pippen recebe a bola na lateral do garrafão, dá um passo, une os dois pés e salta. No meio do caminho, encontra com – quem mais? – Patrick Ewing. Pippen, mesmo menor e muito mais leve, enterra a bola sobre Ewing. O pivô aterrissa desequilibrado e tenta se segurar no jogador do Bulls. Scottie empurra sua mão e Ewing cai no chão. Ewing cai no chão e Scottie Pippen caminha sobre o corpo do pivô. Passa por sobre a cabeça de Ewing e então vai em direção a Spike Lee. Lee, de pé na lateral da quadra, grita e gesticula inconformado. Pippen caminha até ele e diz: “Sente-se, Spike.”

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Os fans pulam, comemoram, gritam e seus gritos alcançam a altura que Scottie saltou para dar aquela enterrada. Aquilo era história, todos sabiam. O Bulls perderia aquela série dois dias depois. Mas isso já não importava. Em plena Copa do Mundo de Futebol nos EUA, um fan segurava o cartaz: “Basquete, não futebol”. Naquele momento, não havia uma alma capaz de discordar.


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André Cavalieri

Shaq dá o toco a mais de 3,70m do chão.

Shaq dá o toco a mais de 3,70m do chão.

Poucas coisas me impressionaram tanto quanto a altura que o Shaquille O’Neal foi buscar esse toco, ainda na época de LSU. O vídeo dos highlights dele na universidade (da onde vem esse print screen) segue abaixo.