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Michael Jordan no Wizards
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Há quem acredite que a passagem do Michael Jordan pelo Wizards tenha manchado sua carreira. Eu não. No dia 21 de setembro de 2001, com 38 anos e sete meses, o melhor jogador de todos os tempos anunciou o seu segundo retorno ao basquetebol.

Na época do anúncio, Jordan ainda estava se recuperando de duas costelas quebradas. A lesão aconteceu depois que, num treino, um rapaz em seu segundo ano de NBA o defendeu com um pouco de energia demais. O nome do menino? Ron Artest. Mas isso é só uma curiosidade.

Na temporada anterior a entrada de Jordan no time, o Wizards tinha vencido apenas 19 partidas, que é mais ou menos o que o Lakers vai conseguir nesta temporada caso se esforce bastante. Em 2001, a história parecia que seria a mesma e citar alguns atletas deste time talvez ajude a entender o porquê.

Além de Michael Jordan: Rip Hamilton (bom jogador, campeão com o Pistons em 2004), Chris Whitney (não tem nem foto na Wikipedia), Popeye Jones (que tem um nome bem daora, mas só), Tyrone Nesby (também não tem foto na Wikipedia), Tyronn Lue (famoso por ser o cara embaixo dos pés do Allen Iverson e neste ano ficará famoso por atrapalhar o time do Cavs) e Christian Laettner (que ficou famoso por ser odiado).

Como era de se esperar, o time começou mal. 5 vitórias e 12 derrotas. Também mostrou que não era nada regular: engatou 8 derrotas seguidas e, na sequência, 9 vitórias seguidas. Depois — apesar de o segundo melhor jogador do time, Rip Hamilton, ter machucado a virilha e ficado fora durante cinco semanas –, o Wizards conseguiu se segurar com 50% de aproveitamento. O retorno de Hamilton marcou o melhor momento do time no ano e o Washington venceu cinco seguidas.

Eis que o joelho de Jordan não aguentou. Depois de uma colisão (vídeo) no 46º jogo da temporada com Etan Thomas, um cara do seu próprio time, a temporada de Michael acabou, apesar de ele ainda ter tentado jogar algumas partidas.

Imediatamente após a lesão, o time que tinha 26 vitórias e 21 derrotas (55% de aproveitamento) perdeu 9 de 10 jogos e acabou por terminar a temporada com um recorde medião de 37-45. Jordan jogou um total de 60 partidas (foi apenas a segunda vez na sua carreira que Jordan participou de menos de 78 jogos num ano).
Mas o mais interessante é que, conforme a temporada avançou e Jordan foi desenferrujando, ele foi jogando cada vez melhor.

– Nas primeiras 20 partidas da temporada, ele teve médias de 27pts, 6reb, 5ast.
– Nas 10 partidas seguintes, ele teve médias de 30pts, 6reb, 6ast.
– Nos seus últimos 14 jogos (depois da lesão): 16pts, 4reb, 5ast.

Esses são números de um cara que estava prestes a completar 39 anos. Se ele tivesse continuado saudável, o Wizards teria ido pros playoffs por conta do desempenho de um cara de 39 anos. Isso tudo depois de o mesmo time ter tido uma temporada com apenas 19 vitórias. É incrível.

E, bem, se você fizer questão de comparar: na temporada de 2001/02, as médias de Jordan (38,5 anos) foram de 23pts, 5reb, 5ast, 42% FG. As de Kobe (37 anos) nessa temporada são as seguintes: 17pts, 4reb, 3ast, 35% FG.

Michael Jordan no WizardsHá quem acredite que a passagem do Michael Jordan pelo Wizards tenha manchado sua carreira. Eu não. No dia 21 de setembro de 2001, com 38 anos e sete meses, o melhor jogador de todos os tempos anunciou o seu segundo retorno ao basquetebol.Na época do anúncio, Jordan ainda estava se recuperando de duas costelas quebradas. A lesão aconteceu depois que, num treino, um rapaz em seu segundo ano de NBA o defendeu com um pouco de energia demais. O nome do menino? Ron Artest. Mas isso é só uma curiosidade.Na temporada anterior a entrada de Jordan no time, o Wizards tinha vencido apenas 19 partidas, que é mais ou menos o que o Lakers vai conseguir nesta temporada caso se esforce bastante. Em 2001, a história parecia que seria a mesma e citar alguns atletas deste time talvez ajude a entender o porquê.Além de Michael Jordan: Rip Hamilton (bom jogador, campeão com o Pistons em 2004), Chris Whitney (não tem nem foto na Wikipedia), Popeye Jones (que tem um nome bem daora, mas só), Tyrone Nesby (também não tem foto na Wikipedia), Tyronn Lue (famoso por ser o cara embaixo dos pés do Allen Iverson e neste ano ficará famoso por atrapalhar o time do Cavs) e Christian Laettner (que ficou famoso por ser odiado).Como era de se esperar, o time começou mal. 5 vitórias e 12 derrotas. Também mostrou que não era nada regular: engatou 8 derrotas seguidas e, na sequência, 9 vitórias seguidas. Depois — apesar de o segundo melhor jogador do time, Rip Hamilton, ter machucado a virilha e ficado fora durante cinco semanas –, o Wizards conseguiu se segurar com 50% de aproveitamento. O retorno de Hamilton marcou o melhor momento do time no ano e o Washington venceu cinco seguidas.Eis que o joelho de Jordan não aguentou. Depois de uma colisão (vídeo) no 46º jogo da temporada com Etan Thomas, um cara do seu próprio time, a temporada de Michael acabou, apesar de ele ainda ter tentado jogar algumas partidas.Imediatamente após a lesão, o time que tinha 26 vitórias e 21 derrotas (55% de aproveitamento) perdeu 9 de 10 jogos e acabou por terminar a temporada com um recorde medião de 37-45. Jordan jogou um total de 60 partidas (foi apenas a segunda vez na sua carreira que Jordan participou de menos de 78 jogos num ano).Mas o mais interessante é que, conforme a temporada avançou e Jordan foi desenferrujando, ele foi jogando cada vez melhor.- Nas primeiras 20 partidas da temporada, ele teve médias de 27pts, 6reb, 5ast.- Nas 10 partidas seguintes, ele teve médias de 30pts, 6reb, 6ast.- Nos seus últimos 14 jogos (depois da lesão): 16pts, 4reb, 5ast.Esses são números de um cara que estava prestes a completar 39 anos. Se ele tivesse continuado saudável, o Wizards teria ido pros playoffs por conta do desempenho de um cara de 39 anos. Isso tudo depois de o mesmo time ter tido uma temporada com apenas 19 vitórias. É incrível.E, bem, se você fizer questão de comparar: na temporada de 2001/02, as médias de Jordan (38,5 anos) foram de 23pts, 5reb, 5ast, 42% FG. As de Kobe (37 anos) nessa temporada são as seguintes: 17pts, 4reb, 3ast, 35% FG.

Publicado por Homens Brancos não Sabem Blogar em Quinta, 24 de março de 2016


Luta de Craig Sager contra a leucemia continua
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Vídeo engraçado pra uma notícia triste. Depois de ter voltado às quadras no ano passado, Craig Sager — o jornalista que ficou famoso pelas suas roupas exuberantes e suas discussões com Gregg Popovich — anunciou que a luta contra a leucemia continua. Desta vez, contudo, as chances de vitória parecem pequenas: segundo os médicos, a expectativa de vida do repórter é de três a seis meses. Sager continua firme: “Ainda estou lutando. Eu não venci a batalha, mas ainda não acabou. Eu também ainda não a perdi. Eu ainda preciso lutar. Há muito trabalho a ser feito.” Força e paz, Craig.

Vídeo engraçado pra uma notícia triste. Depois de ter voltado às quadras no ano passado, Craig Sager — o jornalista que ficou famoso pelas suas roupas exuberantes e suas discussões com Gregg Popovich — anunciou que a luta contra a leucemia continua. Desta vez, contudo, as chances de vitória parecem pequenas: segundo os médicos, a expectativa de vida do repórter é de três a seis meses. Sager continua firme: “Ainda estou lutando. Eu não venci a batalha, mas ainda não acabou. Eu também ainda não a perdi. Eu ainda preciso lutar. Há muito trabalho a ser feito.” Força e paz, Craig.

Publicado por Homens Brancos não Sabem Blogar em Quarta, 23 de março de 2016


Aposto que essa história do Curry você não conhecia…
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Isso aqui é tudo muito bizarro, mas confiem em mim, vai valer a pena.

Estamos no último jogo da temporada 2009-2010 e o Golden State Warriors chega para jogar contra o Portland Trail Blazers com apenas oito jogadores vestidos, sendo que dois foram vetados pelos preparadores físicos ainda no aquecimento por conta de lesões. Eis que ainda na metade do primeiro quarto, o pivô do time, Chris Hunter, agravou uma lesão que ele já tinha no joelho.

Pois é, o time de Don Nelson joga toda a partida com cinco caras e, na moral, até que a partida transcorre bem. É bom resslatra que estamos falando do último jogo da temporada. Os Trail Blazers já classificado tava poupando seus atletas também bichados: Brandon Roy e Greg Oden (jura?). E o resultado não iria mudar em nada sua sexta posição na tabela.

Ok, não era nenhum jogo do século rolando em Portland, mas a coisa ficou mais bizarra ainda quando no fim do último quarto o ala Devean George comete sua sexta falta e é eliminado. Warriors jogam com quatro, certo? Nada disso.

Os árbitros obrigam os jogadores lesionados a entrarem em quadra, afinal eles estão vestindo uniformes. Don Nelson, essa figura mítica que nunca prezou pela simpatia, fica emputecidamente indignado. Comentaristas recorrem àquele empoeirado livros de regras para tentar explicar o que está acontecendo. Eu confesso que não entendi direito e adoraria a ajuda dos universitários nessa hora, mas infelizmente a NBA ainda não tem um comissário à altura do Silvio Santos.

O fato é que Don Nelson coloca os dois jogadores machucados em quadra. Os caras tem tanto aparelho fixando o joelho que tão parecendo um Robocop de baixo orçamento. Por fim, o cara que saiu com seis faltas volta, mas o time é punido com uma falta técnica. E cada vez que ele fizer outra falta, mais uma técnica vai ser aplicada. Olha, essa é nova pra mim. Parece que o livro empoeirado serviu para alguma coisa.

Com tudo isso rolando, jogador machucado obrigado a entrar em quadra e cinco atletas disponíveis, os Warriors ainda se mantém no jogo. E sabe por quê? Porque eles tinham um rookie chamado Stephen Curry! O Baby-Faced Assassin joga 48 minutos, toma conta da partida nos minutos finais e coloca o Portland no bolso. Ao todo foram 42 pontos, 9 rebotes, 8 assistências e alguns arremessos off-the-drible que hoje são sua marca registrada.

Que belo cartão de visitas.


Jordan: um soco, um olho roxo, 72 vitórias.
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“Eu não faço ideia do que se passou pela minha cabeça”, diz Kerr, rindo enquanto lembra de sua briga com Jordan no outono de 1995. “Era o Jordan, o maior jogador de todos os tempos, mas eu era bastante competitivo.”
Jordan e os Bulls tinham acabado de perder para o Orlando Magic na semi-final de conferência daquele ano. Depois de passar um tempo no beisebol, Michael tinha saído da aposentadoria do basquete para ter uma média respeitável de 26.9 pontos por jogo em 17 partidas da temporada regular. Ainda assim, essa era a primeira derrota de Jordan em playoffs desde 1990 e algumas pessoas diziam que o rei, já com 32 anos, não conseguiria voltar a jogar do mesmo jeito. Jordan, é claro, estava decidido a provar o contrário, e isto era visível em cada treino.
Ele e Steve estavam se marcando e um não parava de gritar com o outro. Foi então que as coisas esquentaram: “Houve uma coisa que ele disse que me incomodou,” diz Kerr. “Então eu comecei a falar mais e mais de perto e eu acho que Michael não gostou. Ele me empurrou com o antebraço e eu empurrei ele de volta. A próxima coisa que eu me lembro é o resto do time tirando ele de cima de mim.”
Com 1.90m e 80kg, Kerr saiu da briga com um olho roxo, mas também deu uns socos em Michael: “Eu sabia que se aquilo fosse uma luta de verdade ele poderia me matar, se quisesse,” diz Kerr. “Mas era uma situação em que eu precisava me defender.”
Naquela época, Kerr e Jordan mal eram amigos. Eles estavam jogando juntos há apenas dois meses. Ainda assim, antes do Jordan ir para casa naquele dia, o técnico Phil Jackson disse a ele que fosse falar com Steve o quanto antes. Michael ligou em menos de uma hora para se desculpar. Eles conversaram no dia seguinte e tudo se resolveu.
Isto pode parecer estranho, principalmente vindo de um cara com o olho roxo, mas Kerr acredita que a briga foi positiva. Ele não estava sendo tratado muito bem pelo resto do time e, segundo ele, o relacionamento entre todos mudou muito depois disso. “A gente se respeitava mutuamente. E agora Jordan confiava mais em mim, e em situações mais importantes,” conta Steve.
Para Phil Jackson, esta briga foi um chacoalhão no time todo, especialmente em Michael. Segundo ele, foi ali que o Bulls conseguiu formar um time capaz de ganhar o título e 72 vitórias naquela temporada. “Eu acredito que ele se tornou uma pessoa mais compassiva com todo mundo. Definitivamente mais compassivo comigo,” diz Kerr. “Ele passou a entender que todos éramos diferentes, que nem todos nós éramos tão talentosos quanto ele, e que nem todos conseguíamos fazer as mesmas coisas.”
Depois do incidente entre Kerr e Jordan, os Bulls não perderam mais do que dois jogos seguidos durante toda a temporada seguinte. Jordan entendia mais seus companheiros e o time entendia mais Jordan. Todos tentavam jogar com a mesma energia que ele e foi isso que os levou a melhor temporada de todos os tempos. O triângulo ofensivo de Phil Jackson funcionava com uma harmonia impecável. Segundo Kerr, era uma energia difícil de se alcançar, e que valia a pena brigar para se ter. Neste caso, literalmente.
(Esta matéria foi traduzida e adaptada de uma matéria da ESPN, escrita por James Herbert: http://goo.gl/wYdjMO)

jordan e kerr


Lebron James, sobre Stephen Curry
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No dia 6 de dezembro de 2008, o camisa 30 da Davidson College impressionou LeBron James. “Você não pode dar a ele nem um pouco de espaço. Ele é muito talentoso.” O jovem de 20 anos anotou 44 pontos na partida, incluindo uma distante bola de três faltando pouco mais de um minuto para o término do confronto. “O time deles não é dos melhores,” continuou James, “mas ele faz com que o restante da equipe jogue duro e eles conseguem competir de igual pra igual com todo mundo.” O jogo terminou 72 a 67 para a Davidson. Seis meses depois, o rapaz que impressionou LeBron James foi draftado pelo Golden State Warriors.

No dia 6 de dezembro de 2008, o camisa 30 da Davidson College impressionou LeBron James. “Você não pode dar a ele nem um pouco de espaço. Ele é muito talentoso.” O jovem de 20 anos anotou 44 pontos na partida, incluindo uma distante bola de três faltando pouco mais de um minuto para o término do confronto. “O time deles não é dos melhores,” continuou James, “mas ele faz com que o restante da equipe jogue duro e eles conseguem competir de igual pra igual com todo mundo.” O jogo terminou 72 a 67 para a Davidson. Seis meses depois, o rapaz que impressionou LeBron James foi draftado pelo Golden State Warriors.

Publicado por Homens Brancos não Sabem Blogar em Domingo, 13 de março de 2016


Um milhão de dólares, em um arremesso?
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(14 de abril de 1993, Chicago Stadium – Reportagem Original do Chicago Tribune)
Quem é Don Calhoun? Pra começar, ele é o primeiro fã que pôde correr pra dar um abraço no Jordan no meio da concentração do Bulls sem ter sido preso. Pra ser mais específico, ele foi o MVP de um jogo depois de ter acertado uma bola a 24 metros de distância da cesta (três quartos da quadra) durante um pedido de tempo para ganhar 1 milhão de dólares.
A torcida enlouqueceu. Completamente. A gente tá falando do tipo de loucura de um jogo seis de playoffs. Atletas milionários boquiabertos deram tapas nas costas do rapaz de 23 anos e o jogo, pelo menos naquele momento, foi totalmente esquecido.
“Eu sempre fui um quebrado,” dsse Calhoun, que tinha ido a apenas três jogos do Bulls na vida. “Eu não tinha nada a perder.” Até o técnico do Miami, Kevin Loughery, estava sorrindo. E ele tinha bastante a perder com o seu time cada vez mais perto de ficar de fora dos playoffs. “A única coisa boa dessa partida,” ele disse, “foi aquele moleque metendo aquela bola.”
O Bulls não era o assunto na saída do ginásio. Um homem jovem que trabalhava por cinco dólares a hora; um cara que estava nervoso para chegar às 8 da manhã para o seu turno no dia seguinte; um fã cuja única experiência com basquete era o rachão do bairro, saiu daquela arena com uma nova vida.
A única exigência do desafio era que o participante tinha que usar sapatos com sola de borracha. E Calhoun, que estava acompanhado de seu vizinho, teve a sorte de chamar a atenção de um funcionário do Bulls que admirou seu tênis.
“Air Jordans?” perguntou o cara. “Não,” respondeu Calhoun. “Penny Hardaway.”
Como não amar?
“Eu olhei,” disse Calhoun, “e o Bulls queria que fosse eu, especialmente o Horace. Eu podia ver nos olhos dele.”
“Eu demorei três anos para ganhar um milhão de dólares,” disse Grant. “Ele demorou cinco segundos.”
“Foi demais,” disse Jordan. “Assim que a bola deixou as mãos dele, o Phil disse, ‘vai entrar.’ Eu estou feliz por ele. Este é o tipo de coisa que ele provavelmente nem nunca imaginou. Nós jogadores conhecemos a pressão, mas não a ponto de saber quando um chute vale um milhão de dólares. Nosso dinheiro está garantido. Ele agiu sob muita pressão. Por um dia, ele sentiu como é ser um jogador da NBA. Agora, é melhor ele estar preparado para ter vários amigos. Foi um grande chute. Eu não acho que o Toni Kukoc conseguiria meter esse.”

(14 de abril de 1993, Chicago Stadium – Reportagem Original do Chicago Tribune)Quem é Don Calhoun? Pra começar, ele é o primeiro fã que pôde correr pra dar um abraço no Jordan no meio da concentração do Bulls sem ter sido preso. Pra ser mais específico, ele foi o MVP de um jogo depois de ter acertado uma bola a 24 metros de distância da cesta (três quartos da quadra) durante um pedido de tempo para ganhar 1 milhão de dólares.A torcida enlouqueceu. Completamente. A gente tá falando do tipo de loucura de um jogo seis de playoffs. Atletas milionários boquiabertos deram tapas nas costas do rapaz de 23 anos e o jogo, pelo menos naquele momento, foi totalmente esquecido.“Eu sempre fui um quebrado,” dsse Calhoun, que tinha ido a apenas três jogos do Bulls na vida. “Eu não tinha nada a perder.” Até o técnico do Miami, Kevin Loughery, estava sorrindo. E ele tinha bastante a perder com o seu time cada vez mais perto de ficar de fora dos playoffs. “A única coisa boa dessa partida,” ele disse, “foi aquele moleque metendo aquela bola.”O Bulls não era o assunto na saída do ginásio. Um homem jovem que trabalhava por cinco dólares a hora; um cara que estava nervoso para chegar às 8 da manhã para o seu turno no dia seguinte; um fã cuja única experiência com basquete era o rachão do bairro, saiu daquela arena com uma nova vida.A única exigência do desafio era que o participante tinha que usar sapatos com sola de borracha. E Calhoun, que estava acompanhado de seu vizinho, teve a sorte de chamar a atenção de um funcionário do Bulls que admirou seu tênis.“Air Jordans?” perguntou o cara. “Não,” respondeu Calhoun. “Penny Hardaway.”Como não amar?“Eu olhei,” disse Calhoun, “e o Bulls queria que fosse eu, especialmente o Horace. Eu podia ver nos olhos dele.”“Eu demorei três anos para ganhar um milhão de dólares,” disse Grant. “Ele demorou cinco segundos.”“Foi demais,” disse Jordan. “Assim que a bola deixou as mãos dele, o Phil disse, ‘vai entrar.’ Eu estou feliz por ele. Este é o tipo de coisa que ele provavelmente nem nunca imaginou. Nós jogadores conhecemos a pressão, mas não a ponto de saber quando um chute vale um milhão de dólares. Nosso dinheiro está garantido. Ele agiu sob muita pressão. Por um dia, ele sentiu como é ser um jogador da NBA. Agora, é melhor ele estar preparado para ter vários amigos. Foi um grande chute. Eu não acho que o Toni Kukoc conseguiria meter esse.”

Publicado por Homens Brancos não Sabem Blogar em Quarta, 9 de março de 2016


O trash talk entre Kobe Bryant e Michael Jordan
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Que grande sequência! Sabidamente, Kobe e Jordan são dois dos maiores trash-talkers a já terem passado pela liga. Jogos mentais são parte fundamental do jogo deles. Com os dois em quadra juntos, é claro que isso não seria diferente. Kobe bloqueia Michael e logo na sequência comenta: “Você tem que ser mais rápido.” Dizer isso para o maior jogador de todos os tempos? No mínimo ousado. Jordan, no entanto, não se abalou: “Você saltou”, ele diz. Quando Bryant salta, Michael vence. A partir daquele momento, era só ir no corpo de Kobe pra ganhar os dois lances.

Que grande sequência! Sabidamente, Kobe e Jordan são dois dos maiores trash-talkers a já terem passado pela liga. Jogos mentais são parte fundamental do jogo deles. Com os dois em quadra juntos, é claro que isso não seria diferente. Kobe bloqueia Michael e logo na sequência comenta: “Você tem que ser mais rápido.” Dizer isso para o maior jogador de todos os tempos? No mínimo ousado. Jordan, no entanto, não se abalou: “Você saltou”, ele diz. Quando Bryant salta, Michael vence. A partir daquele momento, era só ir no corpo de Kobe pra ganhar os dois lances.

Publicado por Homens Brancos não Sabem Blogar em Quarta, 24 de fevereiro de 2016


Doctor J, o aniversariante da semana
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No Estação Basquete dessa semana homenageamos um aniversariante muito especial, Julius Erving.

A importância do cara pro jogo é tão grande que fizemos três quadros do programa pra contar um pouco da história de Doctor J.

No quadro Assistência Cultural, falamos sobre o documentário “The Doctor”, de Zak Levitt (The Dream Team e The Announcement), que foi lançado pela NBA TV em 10 de junho de 2013, para comemorar os 30 anos do primeiro e único título da NBA de Doctor J.

Como todo doc biográfico, ele conta a história de Julius Winfield Erving II.

Julius, segundo filho de Callie Mae e Julius Senior, nasceu em 22 de fevereiro de 1950.

Portanto, completou 66 anos nessa segunda feira, parabéns!

Como toda lenda americana, Julius começou a jogar basquete nas quadras do bairro e a transição para o “basquete organizado” aconteceu graças a um rigoroso inverno em Long Island. Ele e seu amigo Archie, pegaram suas bicicletas e foram atrás de uma quadra coberta. Encontraram a salvação no ginásio do exercito da salvação! Piada ruim, desculpem…

No High School, Julius tinha apenas 6’3” (ou 1,89m) e jogava pela Roosevelt, escola do seu bairro. Naquele tempo ele era conhecido como Jewel, ou joia em português.

Apesar de ser o melhor jogador da equipe, somente um scout (ou olheiro) se preocupou em vê-lo jogar e, mesmo sendo destaque do time, sua avaliação foi, digamos, normal.

O talento de Julius sempre aflorava quando ele estava no playground. Lá ele era um jogador completamente diferente. Seu repertorio de movimentos era infinito. Numa tarde como outra qualquer, ele foi descoberto por Ray Wilson.

Wilson ficou impressionado com o que viu e o indicou ao técnico da Universidade de Massachussets.

dr j

No seu ano de sênior da faculdade ele cresceu (6’6” – 1,98m) e alcançou médias impressionantes, 27 pontos e 20 rebotes. No entanto, as regras da NCAA restringiam seu jogo. As enterradas eram proibidas desde os tempos de Lew Alcindor.

Essa proibição fazia com que ele guardasse seu repertorio de enterradas para o playground, e, por isso, ele passou a se aventurar na quadra mais famosa de todas: o Rucker Park.

Foi lá que a lenda de Doctor J começou.

 


Bynum versus Shaq, quem leva a melhor?
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Hoje em dia é difícil acreditar, mas Andrew Bynum já foi um bom jogador. Sua saúde nunca foi o forte, mas por pelo menos cinco temporadas Bynum foi muito útil ao Los Angeles Lakers.
Hoje em dia, apesar de ter apenas 28 anos, os joelhos de Bynum não permitem que o atleta continue jogando basquete e a bem da verdade é que os times pelos quais ele passou depois de sair do Lakers sofreram com sua presença (este assunto já até virou post por aqui: http://tmblr.co/ZhVF3y1CgqmTR).
Seja como for, quando ele ainda jogava, Bynum teve um encontro interessante com Shaquille O’Neal e não mostrou muito respeito pelo tetra-campeão: levou um put-back na cabeça (‪#‎barbecuechicken‬), mas se vingou no ataque seguinte e ainda saiu peitando o grandalhão.

Hoje em dia é difícil acreditar, mas Andrew Bynum já foi um bom jogador. Sua saúde nunca foi o forte, mas por pelo menos cinco temporadas Bynum foi muito útil ao Los Angeles Lakers.Hoje em dia, apesar de ter apenas 28 anos, os joelhos de Bynum não permitem que o atleta continue jogando basquete e a bem da verdade é que os times pelos quais ele passou depois de sair do Lakers sofreram com sua presença (este assunto já até virou post por aqui: http://tmblr.co/ZhVF3y1CgqmTR).Seja como for, quando ele ainda jogava, Bynum teve um encontro interessante com Shaquille O’Neal e não mostrou muito respeito pelo tetra-campeão: levou um put-back na cabeça (#barbecuechicken), mas se vingou no ataque seguinte e ainda saiu peitando o grandalhão.

Publicado por Homens Brancos não Sabem Blogar em Terça, 23 de fevereiro de 2016


Larry Bird, e suas histórias
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Dia 26 de dezembro de 1989, Boston Celtics e Clippers se encontram em Los Angeles, onde o Clippers nunca, na história, havia vencido o time de Boston. Os minutos finais da partida foram dramáticos. O Celtics estava atrás no placar e muita gente confiava que aquele era o dia de fazer história. Larry Bird foi para a linha do lance-livre e, naquele momento, valia tudo para tentar parar o cara que tinha um incrível aproveitamento de 94% nos lances-livres naquela temporada. Valia, inclusive, colocar vários pôsters de mulheres semi-nuas atrás da tabela. O resultado? Bird meteu os dois, é claro.

Na última posse do Boston, Larry sofre uma falta duvidosa e, um ponto atrás no placar, vai novamente para a linha do lance livre. O ginásio inteiro reclama, o barulho é ensurdecedor. Antes de chutar o primeiro lance, Bird caminha em direção a torcida adversária e provoca: “gritem mais alto!” Volta para a linha do lance-livre, acerta os dois lances, vence a partida e confirma a história.

(Interessante reparar que, no final, o narrador comenta que esta temporada, a de 1989, é a primeira que possui décimos de segundo no placar!)

Dia 26 de dezembro de 1989, Boston Celtics e Clippers se encontram em Los Angeles, onde o Clippers nunca, na história, havia vencido o time de Boston. Os minutos finais da partida foram dramáticos. O Celtics estava atrás no placar e muita gente confiava que aquele era o dia de fazer história. Larry Bird foi para a linha do lance-livre e, naquele momento, valia tudo para tentar parar o cara que tinha um incrível aproveitamento de 94% nos lances-livres naquela temporada. Valia, inclusive, colocar vários pôsters de mulheres semi-nuas atrás da tabela. O resultado? Bird meteu os dois, é claro.Na última posse do Boston, Larry sofre uma falta duvidosa e, um ponto atrás no placar, vai novamente para a linha do lance livre. O ginásio inteiro reclama, o barulho é ensurdecedor. Antes de chutar o primeiro lance, Bird caminha em direção a torcida adversária e provoca: “gritem mais alto!” Volta para a linha do lance-livre, acerta os dois lances, vence a partida e confirma a história.(Interessante reparar que, no final, o narrador comenta que esta temporada, a de 1989, é a primeira que possui décimos de segundo no placar!)

Publicado por Homens Brancos não Sabem Blogar em Domingo, 21 de fevereiro de 2016